Monday, April 09, 2007

CELEBRANDO A PÁSCOA BÍBLICA


Ap. René Terranova
www.mir12.com.br

Os povos pagãos tinham o costume de representar cada deus por um animal. Se você for ao Egito para um conhecimento histórico, verá que os deuses originários da Babilônia exercem influência na Grécia, na Síria e em Roma. São os mesmos deuses, mudam apenas o nome, mas a função é a mesma. Esses deuses eram representados por um animal como o boi, o cachorro, o pato, o gato e o coelho.

O coelho é uma figura originária da Babilônia e representava a deusa da fertilidade. Essa deusa aparece com outro nome na Síria e em Roma, mas a função é a mesma, e a influência é originária na Babilônia. Essa deusa é representada por um coelho, o qual tem significado de fertilidade, e exige um ovo no seu altar para depois ser levado para casa. Um culto pagão. O Senhor diz: 'os que comem do altar, são participantes dele' (I Coríntios 10:18).

Livros seculares, como a Enciclopédia Barsa, trazem o assunto de como o paganismo está inserido na Páscoa, embora seja uma Festa Bíblica. A Bíblia declara que a Páscoa é uma festa do Senhor. Porém, uma influência de origem totalmente pervertida, quis inserir no que é sagrado, um ritual profano.

Hoje, secularmente, o coelho e o ovo são os sinais da páscoa, mas eu quero protestar que esta não é a Páscoa bíblica. O Cordeiro não pode ser substituído por um coelho, o qual, inclusive, é discriminado na Bíblia como um animal imundo, que não pode ser comido.

O ovo nem sequer é comentado na Bíblia. A história mostra que o ovo era usado como oferenda aos deuses e levado para casa como sinal de aliança para que a fertilidade e a influência dos deuses estivessem naquela casa.

No século XVIII, a Igreja Católica Apostólica Romana resolveu consagrar o ovo como símbolo da páscoa. Em um culto, os ovos eram benzidos e levados para casa, pelos fiéis, como sinal da fertilidade e da reprodução da vida, como se fora um ritual bíblico ou cristão.

Toda a origem desse ritual, no entanto, estava presa a um ritual aos deuses babilônicos e aos cultos pagãos. Roma inseriu isto na ordem do culto, porque algumas comunidades pagãs estavam participando das comunidades católicas e, para haver uma conciliação, eles trouxeram o ovo, consagrando-o como um sinal e símbolo da Páscoa.

Hoje algumas Igrejas Evangélicas adotaram esses rituais sem questionar sua fonte. Isto é um perigo para a Igreja porque o sinal é de consagração a falsos deuses. Você não pode negar que todo esse ritual é babilônico porque a própria história secular mostra essa realidade.

Mas, preciso fazer-lhe algumas perguntas, e será necessário que você as responda com muita sinceridade. Suponhamos que você vá a uma festa e lá soubesse que os elementos ali oferecidos estavam consagrados a demônios. Você os comeria? Mas, se você tivesse apenas uma impressão, não tivesse certeza que aquilo que está na mesa é consagrado a demônios, você comeria assim mesmo?

Se você estivesse hoje comendo algo que gosta muito e alguém lhe confirmasse que este produto é consagrado a demônios, você comeria? Sim ou não? Se você sabe que algo é consagrado a demônios sua função é repudiar, porque se você comer estará tendo uma postura anti-bíblica. A Bíblia condena, porque é como se estivesse fazendo parte do mesmo altar.

Em I Coríntios 10:14-22, o Senhor chama a Igreja para uma postura de não se contaminar com altares diferentes, porque aquele que come do altar que é levantado a deuses estranhos participa da fé e da natureza daquele altar que comeu.

Vamos supor que Deus nos revele hoje que estamos comendo algo que é consagrado a um demônio. O que fazer? Rejeitar, para que Deus não leve em conta o tempo da ignorância a fim de não ficarmos nos acusando.

Nestes últimos tempos, Deus tem-nos chamado debaixo de um decreto que diz: Sai do meio deles, povo meu! "Sai do meio da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei." (Gênesis 12:1). Saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor; não toqueis em nada imundo e eu vos receberei." (II Coríntios 6:17-18). "Ouvi outra voz do céu a dizer: Sai dela povo meu, para que não sejais participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas maldições." (Apocalipse 18:4).

Em 1928, as indústrias começaram a trabalhar e produzir os ovos de Páscoa em chocolate. Hoje, em qualquer parte do mundo que você vá, na época da Páscoa, encontra nas lojas o altar levantado e uma promoção aos deuses pagãos representados pelo coelho e pelo símbolo encontrado no altar.

As pessoas não participam desse ritual conscientemente, mas o fazem porque receberam um ensino errado. Ninguém come um ovo de Páscoa, porque quer participar de um ritual pagão, ninguém faz isto para agredir ao Senhor, todos estamos caminhando conscientizados de que estamos no percurso certo. Mas, glória a Deus que a Igreja de Jesus tem recebido o ensino da Palavra e tem tomado posições. Não vamos nos contaminar com altares estranhos.

Você pode dizer: eu não estou participando de altar algum! Se você observar hoje, todo contexto está voltado para uma festa paganizada, trazendo os sinais da consagração para dentro das casas. O problema não está no que estamos vendo agora, não está no chocolate em si, o problema é a procedência.

A fonte é contaminada, logo não interessa em que lugar do percurso estamos bebendo da água, a contaminação é a mesma. Se você observar por este lado, entenderá que nós estamos contaminados se estamos comendo de um altar consagrado a deuses pagãos.

Na Palavra revelada em I Coríntios 10:14-22, o Senhor chama a Igreja para uma postura de não se contaminar com altares diferentes, porque aquele que come do altar que é levantado a deuses estranhos participa da fé e da natureza daquele altar que comeu.

Deus nos ordena a fugirmos do paganismo. Por que Deus nos diz para fugir do paganismo? Porque o paganismo é sedutor. As pessoas têm facilidade de se inclinar a ele. Mas eu quero dizer que a luz da revelação está bradando hoje para cada um de nós: saia do meio deles. A mentira que estava sobre nós precisa ser anulada, porque a pessoa inteligente não vive debaixo de mentira.

Você não deve jamais, depois de conscientizado, participar de altares consagrados a deuses estranhos, a deuses que são originários da Babilônia, que foram consagrados, legalizados por Roma e liberados para todas as nações a fim de que essas comessem de altar consagrado a deuses pagãos.

Dentro da nossa cultura social atual, vemos altares levantados em quase todos estabelecimentos comerciais, altares esses que nada têm a ver com a Páscoa do Senhor Jesus, que não estão relacionados com aquilo que é genuinamente bíblico. A Bíblia nunca ordenou que coelho ou ovo representassem a Páscoa, embora existam explicações dizendo ser estes dois símbolos, sinais de uma nova vida.

Abraão de Almeida nos declara que isso é uma mistura visível da mitologia pagã com a simbologia cristã. Infelizmente as Igrejas Evangélicas estão vivendo numa mitologia pagã e precisam romper tanto com o paganismo como com as influências de Roma.

A Páscoa é uma oportunidade de Deus para uma profunda celebração, porque se tem o luto da morte de Cristo, tem maior a alegria da ressurreição dentre os mortos; pode ter o choro da cruz e a dor profunda do sepultamento, mas também há a alegria do Espírito Santo, pois Deus enviou Seu Espírito sobre Jesus de Nazaré, dando vida ao seu corpo físico. É oportunidade de Deus para celebrarmos. O nosso Cristo vive!!

Saturday, March 03, 2007

QUANDO HÁ NECESSIDADES PARA ONDE OLHAR?


TEXTO: JOÃO 6:1-15

Em João 6:5 Jesus faz uma pergunta para Felipe fazendo com que ele perceba que há um problema a ser resolvido. Essa indagação visa sondar o coração dos discípulos com relação às dificuldades que acontecerão no dia a dia do ministério deles assim que Jesus voltar para junto de Deus. Como seria a avaliação deles? Para onde olhariam buscando soluções? Qual o nível de fé já alcançado por aqueles que estavam andando com Jesus?

A primeira coisa que Jesus nos apresenta é que a dificuldade nada mais é do que a possibilidade de um milagre. v.5,6. Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.
Quando conhecemos um pouco mais de DEUS entendemos que ele permite a dificuldade para que cresçamos na Fé, pois no seu coração Ele já tem o milagre para aquela situação. Jesus mostra a Felipe que há de fato um problema pedindo soluções, no entanto a resposta já está no coração de Jesus. Veja bem Jesus já tem a solução para o seu problema, alegre-se porque “as dificuldades são apenas desculpas para Deus fazer milagres em nossas vidas “. Em I Reis 17:10 está uma história interessante, uma viúva sai apanhar gravetos para assar um bolo da última medida de trigo que está na sua despensa, ela espera fazer uma última refeição com seu filho e depois aguardar a morte pela fome, não havia mais condições de provisão para essa mulher. Poderia essa situação piorar mais? Acho que talvez alguns de nós já experimentamos isso, quando menos esperamos aquilo que está ruim piora. Há uma medida de farinha para um pequeno bolo, talvez nem dê para duas pessoas comerem e saciarem a fome a contento, mas quando a viúva está para fazer a refeição o profeta Elias aparece e lhe pede ajuda para comer; e agora, Já não era suficiente para dois, como repartir com três? É aí que está o segredo, na obediência. Aquela mulher acreditou na palavra do profeta e a intransponível dificuldade foi palco de um tremendo milagre de provisão que mereceu registro Bíblico.
E você? Está entendendo? Então não murmure mais, olhe para as dificuldades e veja nelas a semente de um grande milagre em sua vida.


A segunda coisa que Jesus apresenta é que as dificuldades tem por objetivo nos fazer olhar para Ele. v. 7-11 Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.
Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus:
Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?
Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam.
Há duas escolas de pensamentos aqui: a de Felipe que se propõe resolver as dificuldades olhando para as possibilidades físicas e naturais, (Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.) e a de André que investe forças nas possibilidades diante das dificuldades, (Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?).
Muitos de nós pensamos que podemos dar um jeitinho (brasileiro) na situação, mas não percebemos que tem situações que Deus quer nos ensinar Fé, e de nada adianta nossa maneira de tentar resolver o problema, quanto mais tentamos, mais enrolada fica a situação. Não estou tirando aqui a responsabilidade pessoal inerente ao ser humano, mas estou dizendo que tem situações que apesar dos nossos esforços elas não se resolvem. Ficamos iguais a Felipe, ele observa que mesmo que tivesse os recursos não se resolveria a situação. Se tivesse o dinheiro onde comprar pão?
Precisamos entender a lógica de André: “Senhor eu encontrei uma possibilidade, é pequena, mas eu a trouxe aqui para que o Senhor avalie”. Quando há problemas e as soluções aparentes não são viáveis, é o jeito de Jesus dizer: “Olha pra mim, eu posso resolver”. Somente olhamos pra Jesus quando não achamos mais o “fio da meada”, como se costuma dizer. Quando tudo falha somos convidados a levar a Ele as possibilidades da vida, mesmo que sejam pequenas, somos incitados a crer, mesmo que a nossa fé seja mínima, pois Ele já sabe o que fazer com o pouco que temos, (Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.).

A terceira coisa que Jesus nos faz entender é que Ele faz o milagre, mas quem distribui é a igreja. v.10-11 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam.
Eu olho para este texto e penso comigo mesmo, a relva verde hoje é a igreja, quando Jesus diz “façam pequenos grupos e assentem-se vocês serão servidos”, isso me faz entender que somos nós os guardadores dos milagres de Jesus, Ele diz: “Eu vos dou poder...” Lucas 10:19 . Se temos esse poder não é para glória própria, mas para o ministério que nos foi confiado. A tarefa de ir ao mundo todo levando as Boas Novas de salvação é tarefa nossa, e essa mensagem traz em seu bojo o milagre como conteúdo, o evangelho é pleno, é completo.
Os discípulos foram os distribuidores para todos os seguidores de Jesus, assim também nós hoje que recebemos do Senhor temos por investidura distribuir os milagres para aqueles que se aproximam e trazem consigo suas necessidades.
Há solução em Cristo e nós somos parte dessa solução.

A quarta coisa que Jesus nos revela é que aquele que distribui o milagre recebe a benção do cesto cheio. V 12-13. E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido.
Há uma benção para aqueles que ministram (servem) aos outros. Jesus manda que os discípulos recolham o que sobrou, e eles recolhem doze cestos cheios, cada um recolheu um cesto cheio. Creia meu irmão cada vez que você abre a porta de sua casa para servir ao Senhor Jesus, fazendo dela lugar de benção, Deus te faz receber a benção do “Cesto Cheio”. Se aqueles homens e mulheres que eram apenas seguidores de Jesus tiveram suas necessidades saciadas, quanto mais receberão aqueles que foram usados por Deus para distribuir o milagre. Com certeza Jesus disse que quem deixou pai, mãe, irmãos e bens receberá cem vezes mais nesta vida e na outra receberá a vida eterna.
Quando temos uma necessidade , a melhor coisa é não ficar olhando pra ela mas sim para Jesus e para o que Ele quer que eu faça através da minha vida em favor das outras pessoas que sequer conhecem a Ele. Quando eu me deixo usar para glória de Deus essa mesma glória é a minha solução.


CONCLUINDO: As minhas necessidades são supridas debaixo do sobrenatural de Deus, porque eu sou guardador das bênçãos divinas em favor da humanidade. Fomos escolhidos por Deus para sermos fonte de bênçãos. Toda dificuldade é na verdade o embrulho do milagre que Jesus quer fazer na sua vida. Creia, Jesus já sabe o que vai fazer com esse problema que você pensa não ter solução.

Friday, March 02, 2007

COMO VOCE ESTÁ VOCÊ VÊ


GENESIS 35: 16-18

O nosso mundo interior é o padrão que nos dá a base para discernirmos tudo a nossa volta, ser e estar feliz é um bom remédio para a alma diz Salomão em Provérbios 17:22, não só para nós , mas para todos que nos cercam, a pior companhia é uma pessoa amargurada.O texto em questão fala de uma situação que nos ensina muito a respeito de como estamos enxergando a vida à nossa volta.
Raquel dá à luz um filho e lhe põe o nome de “BENONI”, que significa “filho da minha dor”. O que faz esta mulher dar um nome estranho ao seu filho? A Bíblia diz que os filhos são herança do Senhor, como então dar um nome de derrota a uma benção que Deus havia dado? Raquel quando dá a luz a seu filho tem dificuldades em seu parto, o que lhe causa a morte ao final do parto, mas antes de morrer a parteira lhe diz sobre o filho homem que está vindo. O que Raquel está experimentando naquele momento do anúncio da chegada do filho, na verdade é a chegada da morte ao mesmo tempo, por isso ela não consegue sentir a alegria de ter um filho. Ela exterioriza no nome do filho o que ela estava sentindo e vivenciando naquele instante, de igual modo as pessoas reagem com relação a todas as coisas na vida, se não conseguimos ver o lado bom da vida só o lado ruim, se somos do tipo que só vê problemas nunca possibilidades, o que estamos exteriorizando é a mensagem de que o que existe no nosso interior, é o mesmo que levou Raquel a dar um nome estranho ao seu filho, i.e., a morte. Quem tem o espírito da morte interiorizado ou pelo menos rondando sua alma tem dificuldades em ver que a vida é cheia de coisas boas, seu mundo interior só lhe faz ver o lado escuro e difícil da vida, é como se a vida tivesse um sabor amargo, e assim a pessoa vai se tornando, um espírito amargurado. Quando falo “a morte”, estou falando de uma disposição interior que mata a esperança, a fé, a possibilidade de que as coisas dêem certo na vida.
Se você está enxergando mais coisas ruins do que boas, cuidado!!! Que espírito está interiorizado em você?
Jacó tem uma reação totalmente diferente, ele está perdendo a mulher que ama, está ficando só, mas recusa-se marcar a sua história com a tragédia. Ele decide que o que vai marcar a sua vida não é a lembrança da morte da mulher amada, mas o amor que ele tem por Raquel, por isso ele dá ao filho o nome de “BENJAMIM”, que significa “filho da minha mão direita”, a mão da comunhão, a mão que representa força, ele não se deixa abater. O amor de Jacó é mais forte que a morte, ainda que Raquel não existisse mais, o que ficou no coração desse homem foi a força e a beleza deste amor. Todas as vezes que Jacó olhasse para seu filho ele não veria um “filho do sofrimento”, mas um “filho da sua força”, Jacó é um homem que se recusa o ser vencido pelas vicissitudes da vida por isso enche o seu interior de fé, esperança e vida, e essa é a base que o faz ver tudo que está à sua volta.
Concluindo:
Não deixe que as coisas ruins e negativas sejam as lentes dos óculos que você usa para ver a vida, mas faça como Jacó tire forças de todas as experiências, boas ou ruins, e veja as coisas como belas e boas para se viver.

Friday, February 09, 2007

A VIDA É CHEIA DE OPORTUNIDADES

GENESIS 39: 1-20

Algumas verdades a respeito das oportunidades que a história de José no Egito nos ensina: Primeira verdade: As oportunidades sempre aparecem não importando as circunstâncias. V.1-5. José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos, logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. Se alguém podia reclamar da vida era José, estava contra a sua vontade na casa de Potifar, traído pelos irmãos fora vendido como escravo. O que ele podia esperar da vida? É até natural que ele esperasse que daquela situação só poderia vir mais fracasso ainda, poderia ficar resignado e esperar uma vida medíocre. Como poderia melhorar, ou até mesmo prosperar sendo escravo? Mas aí vem um dos grandes segredos da vida: “as oportunidades sempre aparecem não importa como estão as circunstâncias”. José foi elevado de escravo a mordomo. Não podemos viver dando desculpas, “sou assim porque não tive oportunidades na vida”, as oportunidades aparecem mesmo que estejamos limitados por uma situação sobre a qual não temos controle, o que precisamos entender é que eu posso não dominar a situação, mas Deus está no controle de tudo, por isso Ele fará com que as oportunidades apareçam, o que eu preciso é estar atento e preparado para aproveita-las quando surgirem na minha vida. Segunda verdade: Eu preciso aproveitar as oportunidades fazendo o meu melhor. V. 2-3. Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos, logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. Condições de trabalho, parece que a maioria das vezes reclamamos disso quase a todos com quem conversamos sobre trabalho. As oportunidades até aparecem, mas o que muitos fazem é achar dificuldades nas oportunidades. Muitos são “resmungões”profissionais, por onde vão reclamam, José ousou fazer diferente. Acho, e isso é pressuposição minha, que ele pensou: “já que não posso mudar a situação, posso mudar o ambiente fazendo o meu melhor neste lugar”, essa foi a atitude diferencial entre José e os muitos escravos que existiam no Egito. Muitos vivem uma situação, os inteligentes aproveitam as situações convergindo-as em seu favor. Não reclame da oportunidade, aproveite-a fazendo o seu melhor, os excelentes sempre são notados e não ficam no mesmo nível dos medíocres. Terceira verdade: Eu posso transformar minhas oportunidades em algo melhor. V. 5-6. logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha. E, desde que o fizera mordomo de sua casa e sobre tudo o que tinha, o SENHOR abençoou a casa do egípcio por amor de José; a bênção do SENHOR estava sobre tudo o que tinha, tanto em casa como no campo. Potifar tudo o que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava. José era formoso de porte e de aparência. Alguém disse que devemos partir de onde estamos para algo melhor. Um provérbio chinês diz que toda grande jornada começa com um primeiro passo, isso significa que não se avança queimando etapas na vida. Quando eu aproveito as oportunidades fazendo o meu melhor, e eu disse isso anteriormente, eu crio uma nova realidade que vai gestar algo novo e melhor do que aquilo que eu experimento no tempo presente. José experimentou isso na casa de Potifar foi promovido de escravo a mordomo. Qual a diferença? Escravo administra trabalho e míseros recursos, enquanto que o mordomo tem em suas mãos toda a riqueza de seu senhor. Essa mudança toda começa no meu interior, nenhuma transformação é em primeira instância externa, José mudou sua atitude quanto a escravidão, Jesus disse que quem não é fiel no pouco também não é merecedor do muito. Quando não consigo superar as dificuldades mínimas jamais poderei avançar, porque todo avanço também implica em novos desafios com um nível de superação maior que o anterior. Para que eu alcance sucesso preciso transformar as minhas oportunidades, e não me acomodar a elas. Não ficarei satisfeito com a situação atual que me encontro, grave o que eu vou te falar agora: “agradecido sempre, satisfeito jamais”, tenho que ter ambição, justa e santa, de melhorar cada dia mais, até porque a Bíblia diz que o justo é como a luz da manhã que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito, i.e., o próprio Deus colocou em nosso DNA o instinto de aperfeiçoamento. O que está bom sempre pode melhorar. Quarta verdade: Em meio às oportunidades sempre aparecem descaminhos, que chamamos de tentações. V. 7-12. Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente. Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. Quando não há nenhum perigo na estrada que você caminha, acorde porque com certeza você está sonhando. A vida é interessante exatamente porque alterna segurança e perigo, é um desafio incessante viver as oportunidades no dia a dia. Você tem que ter a consciência de que toda a vez que aparecerem oportunidades, também aparecerão os perigos dentro dessas oportunidades, a nós cabe saber evitar esses descaminhos. José depois de todo o sucesso encontrou o perigo dentro do próprio ambiente de trabalho, normalmente a tentação não é externa. Uma oportunidade de , humanamente falando, se dar bem tendo um caso com a mulher de seu patrão, o que essa mulher não sabia era que José tinha caráter. Nenhuma oportunidade vale a perda do caráter, se você o perde, então sobra pouca coisa para se orgulhar depois da queda. Os descaminhos , as tentações são testes que a vida aplica àqueles que querem ter sucesso, se formos reprovados nestes testes cotidianos jamais conseguiremos alcançar algo melhor porque as pessoas estão atentas às reações que temos aos desafios que a vida nos apresenta, e são essas reações que nos qualificam ou não para uma posição melhor na história. Concluindo:: as oportunidades independem das circunstâncias, mas transforma-las em sucesso depende das minhas reações aos desafios que ela me apresenta no dia a dia.

Thursday, February 08, 2007

FÉ - INSTRUMENTO DE DEUS PARA LIBERAR BENÇÃOS SOBRE NÓS

LUCAS 7:1-10

O capítulo sete do evangelho de Lucas nos traz quatro narrativas sobre fé, e cada uma delas tem uma aplicação prática para a nossa vida diária. A fé é imprescindível para o cristianismo, porque sem fé é impossível agradar a Deus. Não tem como receber as bênçãos senão pela fé. A primeira narrativa nos fala sobre a “consciência do mundo espiritual”. Lucas 7:1-10. O que esse homem declara a Jesus quando diz: ‘sou um homem com autoridade e sujeito a autoridade “, é uma consciência do mundo espiritual, sem essa consciência a fé não opera. Muitas pessoas estão na igreja, até exercem alguma função sem no entanto terem consciência da realidade espiritual da igreja. Para muitos a igreja é, na maioria das vezes, como um clube espiritual, onde o que vale é o entretenimento, i.e., as pessoas participam da vida da igreja sem ter consciência da realidade espiritual que ela de fato tem. Para a fé operar eficazmente precisamos ter consciência da realidade do mundo espiritual. A segunda narrativa fala sobre a necessidade que faz operar a fé. Lucas 7:11-17. Não tem porque a fé operar se não houver uma necessidade. Jesus encontra-se com o féretro na saída da cidade, foi a necessidade daquela mulher que colocou a fé em ação, todas as vezes que Jesus operou milagres foi por causa de uma necessidade. Reclamamos quando temos problemas, isso é até natural no ser humano, mas se olharmos Biblicamente para eles veremos que eles são os mecanismos que põe a fé em operação. A necessidade é uma desculpa para Deus fazer milagres em nossas vidas. A terceira narrativa fala sobre as tribulações que podem abalar a fé. Lucas 7:18-35. Essa narrativa é interessante, como um homem que testificou que Jesus era o Messias, viu a confirmação dos céus no dia do batismo de Jesus pode agora estar com dúvidas a respeito do que ele próprio havia testemunhado. A Bíblia não esconde a fragilidade do ser humano, mesmo João Batista sendo um profeta de excelência não se torna isento ao que acontece às pessoas comuns quando passam por períodos de intensas tribulações. Todo aquele que atravessa momentos de angústia sabe que nesse período sua fé sofre abalo, questionamentos, até parece que se acaba. Mas Jesus não repreende João pela fraqueza na fé, trata de fortalecer sua fé. Deus é um Deus de “graça”, não tem prazer nenhum de ver seus filhos passando por momentos de fraqueza espiritual. Não há um Jesus indignado porque o seu discípulo está com dúvidas, mas Jesus faz muitos milagres na hora e na presença dos enviados de João Batista e envia comprovações que farão a fé daquele que estava fragilizado se fortalecer. Quando você está em fraqueza Deus não é aquele que fica indignado porque você esta fraquejando na fé, mas Ele providencia o fortalecimento da fé, porque Ele sabe que as tribulações nos fragilizam. A quarta narrativa fala sobre a fé que é revelada nas atitudes. Lucas 7: 36-50. A fé é atitude e não discurso, é isso que esse texto deixa bem claro. A mulher pecadora em foco não havia sido convidada para essa reunião, mas ela precisava de Jesus, e resolve tomar uma atitude, fazer algo a respeito. Ela poderia usar a desculpa que quisesse para não exercer sua fé, mas apesar dos impedimentos ela resolve tomar uma atitude radical até que a sua fé fosse respaldada. A resposta de Jesus para a atitude desta mulher foi: “seus pecados estão perdoados,a tua fé te salvou, vai em paz”. Fé é isso atitude e não contemplação. Não passe a vida dizendo “eu tenho fé “ sem ter nenhuma atitude que demonstre essa fé, pelo menos aja como essa mulher que teve uma atitude de adoração em meio a circunstância desfavoráveis e viu a resposta à sua fé.